Como fica o mercado sem Avianca Brasil

Como fica o mercado sem Avianca Brasil

Esta não é a primeira vez que o mercado aéreo brasileiro é afetado por histórias de falências, na lista estão algumas Cias emblemáticas como Varig, Vasp e Transbrasil, por outro lado, novas entram para buscar sua fatia, e acabam se consolidando.

A recém suspensão das Operações da Avianca Brasil, mudam o cenário do mercado aérea. No primeiro trimestre deste ano, as empresas AZUL, GOL e LATAM representaram juntas 88% dos embarques em voos domésticos, ficando a AVIANCA ficou com 11% da demanda. O maior desafio agora é a absorção e fidelização destes passageiros, que já tinham pela AVIANCA sua simpatia.

Além da AZUL, GOL e LATAM   entraram na disputa pela Avianca Brasil, que está em recuperação judicial desde dezembro.

As empresas se comprometeram com a gestora americana Elliott, a maior credora da Avianca, com cerca de 75% da dívida, a apresentando um por pelo menos uma das UPIs (Unidade Produtiva de Negócio) da Avianca. O plano de recuperação da companhia aérea prevê a criação de UPIs com os aviões e as autorizações de pousos e decolagens, deixando de fora as dívidas.

Existe também uma grande expectativa pela entrada de estrangeiras no setor.  No fim do ano passado, uma medida provisória assinada pelo então presidente Michel Temer liberou 100% de capital estrangeiro nas empresas de companhias aéreas. A proposta foi aprovada por uma comissão mista do Congresso, mas ainda passará por votações na Câmara e no Senado antes de virar lei – as maiores companhias já têm participação limitada de capital externo. A legislação anterior, definida no Código Brasileiro de Aeronáutica, limitava esse percentual a 20%. Isso poderia ajudar a atrair alguma empresa estrangeira.

Segundo analistas, esta eventual entrada de novos concorrentes vai depender obviamente das expectativas de crescimento do setor. No primeiro trimestre, a demanda doméstica de passageiros cresceu 4,3%.

Para os viajantes, de imediato, a saída de cena da Avianca Brasil vai ampliar a concentração no setor, o que tende a provocar uma alta dos preços dos bilhetes aéreos.

Um levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aponta que de abril do ano passado a abril deste ano o preço médio das passagens aéreas no Brasil aumentou 30,9%. Já o preço médio nas rotas nas quais a Avianca deixou de operar o aumento médio foi de 39,9%.

As rotas mais afetadas foram a ponte aérea Congonhas – Santos Dumont, Brasília – Galeão, no Rio, e Guarulhos – Salvador.

Este mesmo levantamento da Anac mostra ainda que no período o querosene se aviação subiu 18% e o dólar 14%. Esses são os fatores que também mais pesam diretamente nos custos das passagens aéreas.

Nós continuamos na torcida pelo franco desenvolvimento do setor, para que todos os viajantes continuem tendo produtos de qualidade com preços competitivos.

Fontes: Site ANAC, Exame, Folha de São Paulo, G1 Noticias

 

Por: Laura dias 

Diretora de produtos da Kontik Viagens