Millennials se preparam para ser a nova cara nas viagens corporativas

O setor de viagens a negócios nunca foi tão desafiado. Ele passa por um momento crítico, impulsionado por uma geração que espera que a tecnologia “simplesmente funcione”, que alterna entre diferentes aplicativos, como Spotify e Instagram, em um segundo e agenda sua viagem corporativa em seguida. Os millennials estão aí e se tornando cada vez mais influentes no local de trabalho.

Atualmente, a geração, composta por jovens de 18 a 34 anos, representa cerca de um terço de todas as despesas com viagens de negócios. O relatório ainda observa que, entre cinco e dez anos, eles deverão ser os principais clientes de companhias aéreas, hotéis e agências de viagens — momento em que deverão atingir o auge de gastos, poupança e anos de viagens.

A expectativa desse público está moldando o futuro dos deslocamentos a trabalho, já que eles compõem a maioria dos viajantes corporativos no mundo e representarão metade da força de trabalho global até 2020. Eles querem reservar suas viagens da mesma maneira que fazem suas compras on-line. Querem ter todo o conteúdo agregado de jornadas a lazer e negócios em um só lugar.

Mas millennials também querem saber qual é o preço mais baixo e isso acaba levando a um aumento do vazamento nos programas de viagens das empresas nos últimos anos. Essa nova força de trabalho, com experiência em tecnologia, espera ter conteúdo dos principais sites de lazer, garantindo, assim, o melhor preço do mercado.

O crescimento acentuado do bleisure mostra também que eles veem suas viagens corporativas não somente como trabalho, mas como uma verdadeira experiência, com preferência de fazerem as reservas por conta própria, personalizando a jornada. Se a ferramenta de reserva preferencial de sua empresa não atender como eles esperam, eles simplesmente vão parar de usá-las e migrarão para uma que preferem.

Uma má experiência de usuário fará com que um viajante millennial evite completamente os processos estabelecidos e faça a reserva fora da política. Isso é apoiado por uma pesquisa da PhocusWright, que mostra que 64% dos integrantes dessa geração entendem o documento de viagens de sua companhia, mas ainda optam por reservar fora dele. As organizações que desejam que os funcionários permaneçam em compliance não têm outra escolha a não ser melhorar seus programas de viagens, garantindo que atendam ao desejo deles de mais liberdade e flexibilidade.

Feedback também é muito importante. Os gestores e os próprios viajantes devem fornecer um feedback abrangente sobre qualquer viagem de negócios para saber se a tecnologia está funcionando ou não. Com isso, as chances de prosperar e se adaptar para maximizar a experiência de usuário dos viajantes são maiores.