Orçamento de viagens – 2020, como ser assertivo?

Ter um planejamento adequado aos objetivos do negócio e ao mercado, é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Mas como ser assertivo em um segmento volátil e com diversas influências externas?

Sem dúvida, a resposta à esta pergunta está nas seguintes palavras: informação, agilidade, inovação e ação!

Analisei algumas previsões globais para viagens corporativas no mercado brasileiro. Como histórico dos anos anteriores, o previsto acabou não se concretizando.

Por exemplo, em 2018 não tínhamos ideia do que aconteceria com a Avianca, e como resultado, após as operações pararem, as tarifas aéreas dispararam, frustrando qualquer planejamento que fora realizado. Foi necessária uma rápida adequação do mercado frente à esta nova realidade.

Em meio a isso, estamos quase chegando em 2020 e, com isso, várias empresas já projetaram seus orçamentos e outras estão em fase de definições. Pensando nisso, analisei alguns pontos que devem ser levados em consideração na hora de elaborar uma previsão orçamentária no quesito viagens a negócios.

Estamos com um ambiente externo favorável do ponto de vista da reforma previdenciária, mas instável pelo prisma de governança política. O que põe incertezas em relação à outras reformas importantes e necessárias, como a tributária e a política. Ainda assim, o congresso tem se mobilizado com estas pautas, mas ainda não é suficiente para gerar estabilidade aos investidores e empresários. A previsão do PIB para o ano que vem já está em 2,07%, segundo o FOCUS.

 

Já no segmento de viagens, temos uma tendência para uma leve redução das tarifas aéreas, indo na casa de 1 a 3%, devido incentivos fiscais, além da possibilidade de entrada de novos players no mercado.  No terrestre, assim como no aéreo, existe uma disputa alta por share, o que aumenta o poder de negociação e gera maior competitividade, além de ser saudável para o setor.

No internacional, temos a previsão do dólar em R$4,05, o que pode reduzir o fluxo dessa demanda, pois as empresas acabam otimizando seus custos com um câmbio alto e somente viagens realmente necessárias. Por outro lado, temos low costs entrando no mercado, principalmente no internacional.

 

Em meio a esse cenário, o que levar em conta na hora de preparar um orçamento de viagens? Quais ações devo analisar dentro do meu negócio? Como reduzir meus gastos sem perder a qualidade?

 

Pode parecer difícil, mas não é, porém, ser assertivo no orçamento irá requerer bastante dedicação e foco. Listo abaixo alguns pilares importantes, confira.

 

Tarifas

 

  • Preços dinâmicos para despacho de bagagens – sua política já prevê estes serviços? É bom se preparar, será tendência, aliás já temos companhia colocando em prática.
  • Compra de Ancilliaries Services – se faz necessária uma política adequada a estes serviços, principalmente para eliminar que gastos sejam contabilizados como expense, o que não é saudável.
    • Branded Fares (Famílias tarifárias) – Melhor comprar uma tarifa baixa e ficar dentro da política, mas quando for alterar, ter altos custos ou nem mesmo poder ter esta opção; ou adquirir uma tarifa adequada ao seu perfil de viagem, mas sem custos adicionais? Esta reflexão deve ser feita com a análise de todos os perfis de viajantes. Assim a sua política estará atendendo às expectativas internas e também gerando savings.
  • Renegociações de diretórios terrestres –  Não adianta ter uma pulverização de hotéis, mas sim uma concentração adequada à realidade do seu negócio. Isso cria parcerias com fornecedores estratégicos e gera reduções de custos.
  • Análise constante dos acordos aéreos – Estar atento às alianças, principalmente. Aqui, cabe uma análise minuciosa por rotas e frequências, perfil de viajante etc.

Política de viagens

A política de viagens está realmente adequada ao seu negócio e às expectativas dos seus viajantes?

  • Você tem uma “persona” definida do seu público interno? Se não, está na hora de criar.
  • A persona é a construção de um perfil de viajante, com isso você poderá traçar uma política assertiva e que irá engajar colaboradores de todas as gerações.
  • A gestão de adesão online da sua empresa está focada apenas no indicador geral? Se a resposta for sim, está na hora de mudar e começar a analisar os dados separados entre web e mobile. Isso fará toda a diferença, ainda mais com tantas funcionalidades disponíveis atualmente.
  • Já ouviu falar em gamificação? A geração atual é movida a propósito, não funciona a abordagem impositiva. Se sua empresa adotar um programa de gamificação, com certeza irá ter ganhos excelentes e a colaboração dos viajantes irá surpreender você.

E como gerir tudo isso? Simples:

  • BI
  • Acompanhamento
  • Gestão
  • Parceria com a TMC
  • Foco na comunicação interna, não adianta mudar e não se comunicar de forma adequada, esta é a principal chave de qualquer mudança.

 

Por fim, finalizo este post dizendo que 2020, mesmo com um cenário ainda adverso, possui muitas oportunidades e que a chave está no seu poder de inovação!

Ressalto que a Kontik possui ferramentas e acompanhamentos necessários para todas as soluções informadas acima, consulte o seu gerente de relacionamento.

Boa sorte!

Por: Wilson Silva

Graduado em Marketing, possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV, é mestrando em gestão de negócios pela FIA e tem 15 anos de experiência com marketing, vendas e relacionamento com cliente no segmento de viagens. Atualmente, é diretor de relacionamento e marketing da Kontik.