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Kontik Insights 2026: os cinco aprendizados que devem orientar o futuro das viagens corporativas

O que aprendemos ao ouvir especialistas, executivos e o mercado em cinco capitais brasileiras

O Kontik Insights 2026 chegou ao fim, mas as discussões que aconteceram ao longo da temporada continuam relevantes para quem busca construir uma gestão de viagens mais estratégica.

Passando por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, reunimos executivos, especialistas e profissionais do mercado para debater os principais desafios, tendências e oportunidades que estão moldando o futuro das viagens corporativas.

Mais do que acompanhar mudanças, o objetivo foi compreender como elas impactam a rotina das empresas e quais caminhos podem gerar mais eficiência, segurança e valor para os negócios.

A seguir, reunimos os cinco principais aprendizados que marcaram essa edição do Kontik Insights.

1. O sucesso das viagens corporativas deixou de ser medido pela quantidade e passou a ser medido pelo valor

Durante muitos anos, um dos principais indicadores de uma operação de viagens era o volume de deslocamentos realizados. Hoje, essa lógica já não responde às necessidades das empresas. O foco está em compreender qual resultado cada viagem entrega para o negócio.

Isso significa avaliar se aquele deslocamento fortaleceu um relacionamento estratégico, acelerou uma negociação, aproximou equipes ou gerou oportunidades que dificilmente aconteceriam de forma remota. Essa mudança também acompanha um movimento observado no mercado brasileiro.

Mesmo apresentando crescimento acima da média global em viagens corporativas, muitas empresas continuam reduzindo o número de viagens enquanto aumentam o valor investido em cada uma delas.

Na prática, isso representa uma mudança importante na forma de planejar.

O debate deixou de ser:

“Quantas viagens precisamos fazer?”

E passou a ser:

“Quais viagens realmente geram impacto para a empresa?”

Essa visão exige planejamento, inteligência de dados e uma política de viagens alinhada aos objetivos estratégicos da organização.

2. Inteligência Artificial deixou de ser tendência e passou a ser expectativa

O assunto mais comentado e que gerou mais interesse nos participantes durante o Kontik Insights foi a respeito da Inteligência Artificial.

O consenso entre os participantes foi claro: praticamente todas as empresas já enxergam potencial na IA para transformar processos ligados à gestão de viagens.

Entre as aplicações mais comentadas estiveram:

  • Automação de tarefas operacionais;
  • Análise preditiva para tomada de decisão;
  • Personalização da experiência do viajante;
  • Otimização de políticas de viagens;
  • Geração de insights a partir de dados.

Ao mesmo tempo, outro ponto chamou atenção. Embora exista grande interesse pela tecnologia, muitas organizações ainda relatam pouco impacto prático em suas operações. Isso demonstra que o desafio atual não está em conhecer a Inteligência Artificial, mas em entender como aplicá-la de forma estratégica e sem perder a humanização no dia a dia das empresas.

3. Por trás de toda viagem existe uma pessoa

Entre todas as discussões realizadas ao longo do evento, uma das reflexões mais importantes foi justamente a mais simples: toda viagem corporativa começa com uma pessoa.

Antes de existir um centro de custo, uma política de viagens ou uma reserva emitida, existe alguém que irá viajar que possui expectativas, necessidades, limitações e desafios que influenciam diretamente sua experiência durante toda a jornada.

Questões como cansaço, pressão por resultados, deslocamentos frequentes e mudanças inesperadas fazem parte da realidade de milhares de profissionais. Por isso, pensar apenas na eficiência operacional já não é suficiente.

As empresas têm buscado equilibrar produtividade, bem-estar e segurança, entendendo que uma boa experiência de viagem também contribui para melhores resultados profissionais.

Esse conceito aproxima diretamente a gestão de viagens das estratégias de experiência do colaborador e reforça que tecnologia e cuidado humano devem caminhar juntos.

4. A tecnologia automatiza processos. O atendimento resolve o inesperado.

A evolução tecnológica trouxe ganhos importantes para a gestão de viagens corporativas. Hoje é possível automatizar aprovações, centralizar informações, acompanhar indicadores em tempo real e reduzir atividades operacionais.

No entanto, existe uma característica das viagens que continua impossível de eliminar: o imprevisto.

Alterações climáticas, cancelamentos, mudanças de agenda, problemas logísticos e situações emergenciais continuam fazendo parte da rotina corporativa. Nesses momentos, o fator humano faz toda a diferença.

Ao longo dos debates do Kontik Insights, ficou evidente que empresas valorizam cada vez mais parceiros capazes de combinar tecnologia com atendimento especializado.

Automatizar o previsível permite ganhar eficiência. Mas resolver rapidamente o imprevisível continua sendo um diferencial essencial para garantir segurança, continuidade das operações e tranquilidade para quem viaja.

5. As mudanças regulatórias exigem atualização constante

Outro tema que ganhou espaço nas discussões foi o impacto das mudanças regulatórias sobre a gestão de viagens corporativas.

A conversa sobre reforma tributária evidenciou como o ambiente de negócios pode mudar rapidamente e como essas transformações afetam processos, custos e decisões estratégicas.

Para muitas empresas, acompanhar essas alterações internamente representa um desafio constante. Mais do que compreender novas regras, torna-se necessário interpretar seus impactos na operação e adaptar políticas, processos e indicadores.

Nesse cenário, contar com parceiros especializados passa a ser uma forma de reduzir riscos, antecipar mudanças e tomar decisões com maior segurança.

A gestão de viagens deixa de ser apenas uma atividade operacional para assumir um papel consultivo, apoiando empresas na construção de processos mais eficientes e preparados para o futuro.

O futuro das viagens corporativas será cada vez mais estratégico

Ao longo do Kontik Insights 2026, ficou evidente que o mercado vive um momento de transformação. Tecnologia, Inteligência Artificial, mudanças regulatórias e novas expectativas dos colaboradores estão redefinindo a forma como empresas planejam suas viagens.

Mais do que controlar custos, será cada vez mais importante gerar valor para o negócio, proporcionar boas experiências aos viajantes e utilizar dados para apoiar decisões estratégicas.

Esse movimento reforça uma nova visão sobre a gestão de viagens corporativas: ela deixou de ser apenas uma atividade operacional e passou a ocupar um espaço importante nas discussões sobre produtividade, governança, experiência e crescimento sustentável.

As conversas iniciadas nesta edição do Kontik Insights não terminam aqui. Elas representam apenas o começo de uma construção contínua sobre o futuro do setor, um futuro que será cada vez mais colaborativo, tecnológico e centrado nas pessoas.

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